quinta-feira, 10 de junho de 2038

INTRODUÇÃO.


Nem tudo que é velho é ruim, como diz o verso do sábio  Sergio Reis:
"PANELA VELHA É QUEM FAZ COMIDA BOA".

Neste blog  mostraremos tudo  o titulo propõe a oferecer
Então mãos a obra!!



Meu nome é Reynaldo Arthur Ramos Ferreira, tenho 75 anos e me sinto extremamente bem, tanto física quanto mentalmente. Estou contrariando frontalmente aquele ditado que determina: Depois dos 40 anos, quando a pessoa acorda sem nenhuma dor é porque está morta. Eu acordo todo dia sem dores, bem disposto e bem vivo.
E considero esta condição de bem estar como privilegio. Indica que a idade não é fator determinante para prejudicar a qualidade de vida. E é bom lembrar que, ao longo da vida, passei por 52 problemas (avaliados em outra área do Blog) que, a cada um, tive medo da maneira como ele iria interferir na minha velhice.
Mas consegui conviver bem com eles e vencê-los. Tanto que estou aqui, hoje, escrevendo isto. Quando eu tive 40, 50, 60 anos passei por vários períodos de insegurança e temor quanto ao passar dos anos. Especialmente porque era relativamente sedentário, oscilava em grandes tensões e estresses e ainda não havia aprendido a acreditar e ter fé.
A dúvida e o medo do futuro sempre faziam presença na minha mente, com mais ou menos intensidade. E algumas vezes chegando até a prejudicar a minha produtividade e capacidade de trabalhar muito.
E atualmente estou com tudo isso sob controle (relativo...).

Em 05/05/13 participei da caminhada do SICEPOT, na Praça JK, e ganhei um belo TROFÉU.

É o Troféu da Longevidade. O atleta mais velho". 75 anos. E foi um sucesso. Na verdade não me motivou muito no momento, mas a repercussão foi interessante: Saiu no Estado de Minas no domingo seguinte, meus filhos se sensibilizaram, a Mhu (minha mulher) montou um pequeno painel e mandou para os quadros de aviso da Firma, e vários funcionários vieram me incentivar. Alguns amigos gostaram e também me incentivaram. Muitos falaram que isso era um excelente exemplo, que motivaria muita gente a se esforçar para chegar lá também.
E eu comecei a achar que era verdade. Coincidência: na mesma ocasião assisti a uma palestra do Max Gehringer, onde falou que a atual geração de 50 a 80 anos era uma Geração que se recusa a morrer. Daí o título do Blog. Segundo ele, aliando os amplos interesses da vida atual com as incríveis condições técnicas de manutenção do ser humano, foi despertado em nós, dessa geração, o desejo de ficar vivo e usufruir. Ouvi dizer que um pesquisador americano descobriu que o homem que vai viver 140 anos já nasceu.
Já avaliei e conclui (há muitos anos) que passar dos 100 anos deve ser muito bom, desde que com a condição de viver muito bem.                                                                                         
O meu amigo e ex-sócio, Adelelmo Muniz, pai do meu colega, amigo e também ex-sócio Paulo, tem por compromisso, as segundas, quartas e sextas, indefectivelmente, sair de casa depois do almoço. Mora atrás do Palácio da Liberdade, vai para a rua, pega um taxi e vai para o Automóvel Clube. Joga buraco até às 18h, pega outro taxi e volta para casa. E tem 102 anos. Em abril, assisti uma entrevista na TV com um garoto indiano, declarando que a maratona que correu em janeiro foi a sua última. Desistiu porque aumentou muito o tempo: Na anterior gastou 5,5h e nesta passou para 8,5h. Então resolveu parar. Ele tem 102 anos e começou a correr com 67. Há alguns anos, vi outra entrevista com um francês, que comemorou seus 100 anos saltando de paraquedas.
E como estes, muitos outros, mas muitos mesmo! Não tantos acima dos 100, mas entre 70 e 100.
Na orelha Exemplos vou apresentar um grupo destes personagens.
Neste Blog mostrarei muita coisa sobre como faço parte dessa geração.
Mas não terei a menor intenção de ensinar coisa alguma e muito menos de ser uma espécie de paradigma. Pretendo apenas motivar o pensamento: Se alguém fez, porque não posso fazer também?.
Vou apenas mostrar o que ocorreu comigo. Especialmente na parte mais difícil, onde descobri que a gente morre! Antes, me achava permanente, ou melhor, nunca pensava nisto.
Depois, quando começou a Idade do Condor (com dor aqui, com dor ali) foi que os fantasmas começaram a rondar. Principalmente porque a geração anterior era mais morredora. Pais, tios, amigos deles, parceiros, relacionamentos, foram-se relativamente cedo. Meu Pai morreu com 62 e a maior parte dos meus tios no mesmo entorno. Mas essa geração anterior ainda não havia aprendido que podia desejar viver mais tempo e conseguir fazê-lo em boas condições.
 Vieram às tensões, as angustias e os medos de que aqueles problemas que começaram a me assediar viessem a comprometer a duração ou a sanidade da minha vida de velho. Quanto eu não teria dado por alguém que me mostrasse, naquela ocasião, que tudo isso poderia ser trabalhado e transformado em vantagens.
Mas essa não era bem a minha preocupação. O pior é não morrer e ficar todo perrengue. Não basta estar vivo. É preciso viver com alegria, satisfeito com o fato de estar vivo. Sem sofrimentos, sem o desejo de voltar atrás e nem o de ir embora. O prazer em estar vivo neste momento é fundamental.
Mas com isso, não estou dizendo que, se você fizer igualzinho, você vai ter o mesmo resultado. Tudo pode acontecer, inclusive nada. Vou apenas mostrar coisas que vivi e serviram de experiência para mim. E coisas em que acredito.

O NOME DO BLOG: KaráiVéi é uma expressão chamativa, cujo objetivo é facilitar a localização na internet. A meu ver, caracteriza o espírito da coisa, mostrando pujança na idade avançada. É um tanto agressivo e chulo, mas hoje em dia tudo é assim, e vivo muito bem hoje em dia.
A geração que se recusa a morrer é uma frase muito interessante, que me foi apresentada pelo Max Gehringer, em uma palestra na comemoração dos 45 anos do SICEPOT-MG. Achei extremamente oportuna e coerente com a ideia do Blog, que já estava se implantando na minha cabeça. E que o Max ajudou a se firmar e se expandir.

O primeiro e mais importante apoio que tive em todo esse período foi a minha mulher Mhu, sempre firme e constante, em todos os momentos. Sem ela eu não teria chegado aqui como cheguei. Participou intensamente de todas as dificuldades e não arredou o pé em nenhum momento critico.
Meu filho caçula, o Dudufoi o que mais se entusiasmou com o troféu do SICEPOT e demonstrou achar importante a divulgação, que poderia incentivar a outros na busca do mesmo caminho.
Max Gehringer, Administrador de Empresas que deixou altos escalões do mundo corporativo para se dedicar a ajudar as pessoas no seu trabalho, deu a fertilização para a ideia do Blog, que estava embrionária na minha cabeça. E deu o nome.
 Minha prima Paula, que incentivou a coragem de participar das corridas ela que fez as inscrições (na marra) para a primeira caminhada, da Saúde do Homem, no Belvedere. Ela é medica e ajudou na estruturação dos processos e conclusões que me levaram a ideia do Blog.



Este Blog tem 2 propostas que convergem para o mesmo foco. A primeira é mostrar para as pessoas com 40, 50, 60 anos, (que é a fase em que começam aparecer as grandes duvidas e que a pessoa começa a pensar no futuro sobre o aspecto de sobrevivência física e boa qualidade de vida) que, mesmo que tenha muitas dificuldades, dá perfeitamente para sair bem lá na frente.
A segunda é mostrar para aqueles que já passaram dessa fase, dos 70 para cima, que não é preciso ficar mal, encostado no acostamento da vida. Com pouca coisa que se faça dá para ter uma vida agradável e fisicamente confortável. Não quer dizer que isto seja apenas a minha experiência. Vamos ter vários companheiros também colocados aqui no Blog, que demostram com muita facilidade estas possibilidades.
No meu caso específico a coisa funcionou com certa dificuldade no principio, principalmente porque as minhas duvidas eram muitas e eu não achei alguma pessoa que me contasse isso que estou procurando contar aqui. Embora eu tivesse buscado ver as vivências dos meus relacionamentos mais idosos, nunca é a mesma coisa que ter alguém mostrando uma realidade já acontecida.
Eu nunca busquei ser um atleta e nem campeão de coisa alguma mas, mal ou bem, fui me esforçando para sempre ter uma atividade física, sem muito exagero e sem sacrifício. E deu certo porque hoje posso ter a satisfação de dizer que vivo bem.



O blog é distribuído em 8 áreas, a partir desta Introdução, como está nas orelhas indicativas. Em Minha História, conto a trajetória das minhas dificuldades ao longo da vida, de uma maneira bem rápida. Vou entrando mais a fundo nelas na orelha Dificuldades, onde as organizo pela condição de solução. Primeiro descrevo as que ainda convivem comigo e depois as que já foram liquidadas. Esta parte remete para a orelha Exercícios, que é a menor, onde mostro alguma coisa que faço ou que fiz e que me trouxe resultado.
Na orelha Conceitos, falo algumas coisas que valeram e me ajudaram a chegar aqui. Na Informações, repasso coisas de terceiros que tenho recebido e aproveitado. Na Exemplos faço uma coleção de pessoas que, cada uma, poderia ter feito um Blog destes, porque estão melhor do que eu. E finalmente, na orelha Apoio, apresento pessoas e entidades que colaboraram comigo, tanto na construção deste Blog quanto na construção da minha vida agradável.

E aí, uma vez percorrido o Blog, a minha expectativa é de que a pessoa pare, pense e diga, como diria a minha prima Marta, lá em Brasilia:







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