Nem tudo que é velho é ruim, como diz o verso do sábio Sergio Reis:
"PANELA VELHA É QUEM FAZ COMIDA BOA".
Neste blog mostraremos tudo o titulo propõe a oferecer
Então mãos a obra!!
E considero esta condição de bem estar como privilegio. Indica
que a idade não é fator determinante para
prejudicar a qualidade de vida. E é bom lembrar que, ao longo
da vida, passei por 52 problemas (avaliados em outra área do Blog) que, a cada
um, tive medo da maneira como ele iria interferir na minha velhice.
Mas consegui conviver bem com eles e vencê-los. Tanto que estou aqui,
hoje, escrevendo isto. Quando eu tive 40, 50, 60 anos passei por vários períodos de insegurança e temor quanto ao passar
dos anos. Especialmente porque era relativamente sedentário, oscilava em grandes
tensões e estresses e ainda não havia aprendido a
acreditar e ter fé.
A dúvida e o medo do futuro
sempre faziam presença na minha mente, com mais
ou menos intensidade. E algumas vezes chegando até a prejudicar a minha produtividade e capacidade de trabalhar
muito.
E atualmente estou com tudo isso sob controle (relativo...).
É o Troféu da Longevidade. O “atleta mais velho". 75
anos. E foi um sucesso. Na verdade não me motivou muito no
momento, mas a repercussão foi interessante: Saiu no
Estado de Minas no domingo seguinte, meus filhos se sensibilizaram, a Mhu (minha mulher) montou um pequeno painel e mandou para os quadros de aviso da
Firma, e vários funcionários vieram me incentivar.
Alguns amigos gostaram e também me incentivaram. Muitos falaram
que isso era um excelente exemplo, que motivaria muita gente a se esforçar para chegar lá também.
E eu comecei a achar que
era verdade. Coincidência: na mesma ocasião assisti a uma palestra do
Max Gehringer, onde falou que a atual geração de 50 a 80 anos era uma “Geração que se
recusa a morrer”. Daí o título do Blog. Segundo ele,
aliando os amplos interesses da vida atual com as incríveis condições técnicas de manutenção do ser humano, foi
despertado em nós, dessa geração, o desejo de ficar vivo e
usufruir. Ouvi dizer que um pesquisador americano descobriu que o homem que vai
viver 140 anos já nasceu.
Já avaliei e conclui (há muitos anos) que passar
dos 100 anos deve ser muito bom, desde que com a condição de viver muito bem.
O meu amigo e ex-sócio, Adelelmo Muniz, pai do meu colega, amigo
e também ex-sócio Paulo, tem por compromisso, as
segundas, quartas e sextas, indefectivelmente, sair de casa depois do almoço. Mora atrás do Palácio da Liberdade, vai para
a rua, pega um taxi e vai para o Automóvel Clube. Joga buraco até às 18h, pega outro taxi e
volta para casa. E tem 102 anos. Em abril, assisti uma entrevista na TV com um “garoto” indiano, declarando que a
maratona que correu em janeiro foi a sua última. Desistiu porque
aumentou muito o tempo: Na anterior gastou 5,5h e nesta passou para 8,5h. Então resolveu parar. Ele tem
102 anos e começou a correr com 67. Há alguns anos, vi outra
entrevista com um francês, que comemorou seus 100
anos saltando de paraquedas.
E como estes, muitos outros, mas muitos mesmo! Não tantos acima dos 100, mas
entre 70 e 100.
Na “orelha” Exemplos vou apresentar um grupo
destes personagens.
Neste Blog mostrarei muita coisa sobre como faço parte dessa geração.
Mas não terei a menor intenção de ensinar coisa alguma e
muito menos de ser uma espécie de paradigma. Pretendo
apenas motivar o pensamento: “Se alguém fez,
porque não posso fazer também?”.
Vou apenas mostrar o que ocorreu comigo. Especialmente na parte
mais difícil, onde descobri que a
gente morre! Antes, me achava permanente, ou melhor, nunca pensava nisto.
Depois, quando começou a “Idade do Condor” (com dor aqui, com dor
ali) foi que os fantasmas começaram a rondar.
Principalmente porque a geração anterior era mais
morredora. Pais, tios, amigos deles, parceiros, relacionamentos, foram-se
relativamente cedo. Meu Pai morreu com 62 e a maior parte dos meus tios no
mesmo entorno. Mas essa geração anterior ainda não havia aprendido que podia
desejar viver mais tempo e conseguir fazê-lo em boas condições.
Vieram às tensões, as angustias e os medos
de que aqueles problemas que começaram a me assediar viessem
a comprometer a duração ou a sanidade da minha
vida de velho. Quanto eu não teria dado por alguém que me mostrasse, naquela
ocasião, que tudo isso poderia
ser trabalhado e transformado em vantagens.
Mas essa não era bem a minha preocupação. O pior é não morrer e ficar todo
perrengue. Não basta estar vivo. É preciso viver com alegria,
satisfeito com o fato de estar vivo. Sem sofrimentos, sem o desejo de voltar
atrás e nem o de ir embora. O
prazer em estar vivo neste momento é fundamental.
Mas com isso, não estou dizendo que, se você fizer igualzinho, você vai ter o mesmo resultado.
Tudo pode acontecer, inclusive nada. Vou apenas mostrar coisas que vivi e
serviram de experiência para mim. E coisas em
que acredito.
O NOME DO BLOG: KaráiVéi é uma expressão chamativa, cujo objetivo é facilitar a localização na internet. A meu ver,
caracteriza o espírito da coisa, mostrando
pujança na idade avançada. É um tanto agressivo e
chulo, mas hoje em dia tudo é assim, e vivo muito bem
hoje em dia.
“A geração que se recusa a morrer” é uma frase muito
interessante, que me foi apresentada pelo Max Gehringer, em uma palestra na
comemoração dos 45 anos do
SICEPOT-MG. Achei extremamente oportuna e coerente com a ideia do Blog, que já estava se implantando na
minha cabeça. E que o Max ajudou a se
firmar e se expandir.
O primeiro e mais importante apoio que tive em todo esse período foi a minha mulher Mhu, sempre firme e constante,
em todos os momentos. Sem ela eu não teria chegado aqui como
cheguei. Participou intensamente de todas as dificuldades e não arredou o pé em nenhum momento critico.
Meu filho caçula, o Dudu, foi o que mais se entusiasmou com o troféu do SICEPOT e demonstrou
achar importante a divulgação, que poderia incentivar a
outros na busca do mesmo caminho.
Max Gehringer, Administrador de Empresas que deixou altos escalões do mundo corporativo para
se dedicar a ajudar as pessoas no seu trabalho, deu a fertilização para a ideia do Blog, que
estava embrionária na minha cabeça. E deu o nome.
Minha prima Paula, que incentivou a coragem
de participar das corridas – ela que fez as inscrições (na marra) para a
primeira caminhada, da “Saúde do Homem”, no Belvedere. Ela é medica e ajudou na
estruturação dos processos e conclusões que me levaram a ideia
do Blog.
A segunda é mostrar para aqueles que já passaram dessa fase, dos
70 para cima, que não é preciso ficar mal,
encostado no acostamento da vida. Com pouca coisa que se faça dá para ter uma vida agradável e fisicamente confortável. Não quer dizer que isto seja
apenas a minha experiência. Vamos ter vários companheiros também colocados aqui no Blog,
que demostram com muita facilidade estas possibilidades.
No meu caso específico a coisa funcionou com
certa dificuldade no principio, principalmente porque as minhas duvidas eram
muitas e eu não achei alguma pessoa que
me contasse isso que estou procurando contar aqui. Embora eu tivesse buscado
ver as vivências dos meus
relacionamentos mais idosos, nunca é a mesma coisa que ter alguém mostrando uma realidade já acontecida.
Eu nunca busquei ser um atleta e nem campeão de coisa alguma mas, mal
ou bem, fui me esforçando para sempre ter uma
atividade física, sem muito exagero e
sem sacrifício. E deu certo porque
hoje posso ter a satisfação de dizer que vivo bem.
O blog é distribuído em 8 áreas, a partir desta
Introdução, como está nas orelhas indicativas.
Em Minha
História, conto a trajetória das minhas dificuldades
ao longo da vida, de uma maneira bem rápida. Vou entrando mais a
fundo nelas na orelha Dificuldades, onde as organizo pela condição de solução. Primeiro descrevo as que
ainda convivem comigo e depois as que já foram liquidadas. Esta
parte remete para a orelha Exercícios, que é a menor, onde mostro
alguma coisa que faço ou que fiz e que me
trouxe resultado.
Na orelha Conceitos, falo algumas coisas que valeram e me ajudaram a chegar aqui. Na Informações, repasso coisas de
terceiros que tenho recebido e aproveitado. Na Exemplos faço uma coleção de pessoas que, cada uma,
poderia ter feito um Blog destes, porque estão melhor do que eu. E finalmente, na orelha Apoio, apresento pessoas e
entidades que colaboraram comigo, tanto na construção deste Blog quanto na
construção da minha vida agradável.
E aí, uma vez percorrido o Blog, a minha expectativa é de
que a pessoa pare, pense e diga, como diria a minha prima Marta, lá em
Brasilia:
